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sexta-feira, 9 de maio de 2008

"MÃES MÁS"

Esse texto comovente e realista foi publicado por ocasião da morte estúpida de duas adolescentes, de 16 anos, em Porto de Galinhas-PE. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública...
Vale a pena ler e refletir até onde pode ir a liberdade de um adolescente.

Carlos Hecktheur - Médico Psiquiatra -
"Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
_Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas voltarão
_Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele "novo amigo" não era boa conpanhia
_Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:"nós pegamos isto ontem e queremos pagar."
_Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, por duas horas, em quanto limpavam seu quarto. Tarefa que eu teria feito em 15 minutos
_Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que sentia por vocês, o meu desapontamento e as lágrimas nos meus olhos.
Mais do que nunca, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram)
Essas eram as mais difíceis tarefas de todas.
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E, em algum dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motivam os pais e as mães,quando eles lhes perguntarem se sua mãe era , meus filhos, então, vão lhes dizer: "Sim, nossa mãe era . Era a mãe mais do mundo..."
_As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães (boas) que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onte estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nossos e-mails). Era quase uma prisão...
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com que íamos sair, mesmo que fôssemos demorar apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que lavar a louça, arrumar nossas bagunças, esvaziar a lixeira e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia a noite pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, acho que ela até conseguia ler nossos pensamentos...
A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que bater à porta para que ela os conhecesse. Enquato todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouquinho mais tarde, e aquela chata ainda levantava para saber se a festa foi boa (só par ver com estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe nós perdemos imensas experiências na adolescência... Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!!!
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi."

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ MÃES MÁS O SUFICIENTE!!!

4 comentários:

Renato Tio Rê disse...

hoje é um dia que longe dela sinto falta de tudo aquilo que vivi e foi muito bom poder saber hoje que apesar de toda a "crueldade materna" estou vivo porque a luz do perigo se acendeu quando a voz dela me ensinando o certo me chamou no fundo do peito e pude parar de usar drogas(com ajuda do NA)e hoje estar de novo produzindo coisas boas, sendo uma pessoa melhor, sendo útil a sociedade. Hoje sou careta por opção e necessidade pois senão estaria morto em decorrência do uso de drogas e só u'a mãe poderia suportar o que ela suportou e ajudar como ela me ajudou.
Sou feliz e grato por ter tido u'a mãe assim:MUITO MÁ com letras maiusculas. Pena ela não ter conseguido evitar que eu tomasse as atitudes que quiz mas... HOJE ESTOU VIVO PORQUE TIVE ELA QUANDO ERA MENOR.
linda manifestação e uma excelente homenagem
bjo n'alma

Renato Tio Rê disse...

como está vc? lembrei de vc por causa do senna ter vencido em monte carlo seis vezes e tem gp nesse domingo em monte carlo
bjo pra familia
bjo n'alma

fábio rogério disse...

Olá!

Obrigado por ter visitado o meu blog, o litoralemchamas.blogspot.com

Bem, escrevo pouco por falta de tempo, mas os textos que estão postados são bem sinceros.

E queria saber uma coisa: Onde fica a sua cidade? No interior ou no litoral fluminenses?

Abraço!
Fábio

Nara Senna disse...

Pois é. Agora eu pergunto: que tipo de homem vê seu filho cometer um assassinato e o chama de inocente? Que tipo de mãe entrega sua filha ao mundo em troca de dinheiro pra comprar drogas?

Minha mãe me batia muito quando era menor. Hoje considero-me muito bem educada, porque não levanto a voz para ela, não a desrespeito e seria incapaz de errar conscientemente com tudo o que ela me ensinou.

Abraços.